Comitiva de presidentes de CREAs visita o Centro de Operações da Águas do Rio

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Com o diretor executivo da Águas do Rio, engenheiro Diógenes Lyra, os presidentes de CREA posam para foto durante a visita ao Centro de Operações Integradas da empresa

O Centro de Operações Integradas (COI) da Águas do Rio, localizado no Armazém 2, na região do Porto Maravilha, recebeu nesta sexta-feira, dia 20 de março, uma visita técnica de alto nível liderada pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro Miguel Fernández. A comitiva, formada por oito presidentes de CREAs de outras regiões e diretores da autarquia, pôde conhecer de perto o que há de mais moderno em tecnologia aplicada à gestão de distribuição de água e saneamento no Brasil.

Participaram da visita os seguintes presidentes de CREAs: Adriana Falconeri (Pará), 

Carmem Nardino (Acre), Daniel Iglesias (Tocantins), Lamartine Moreira (Goiás), Kita Xavier (Santa Catarina), Rosa Tenório (Alagoas), Vânia Mello (Mato Grosso do Sul) e Wesley Assis (Maranhão). Eles vieram ao Rio para participar da reunião do Colégio de Presidentes, que ocorreu no Armazém 1, simultaneamente ao CREA AQUI 2026.

​Idealizador da visita, o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, destacou que o centro representa a vanguarda da Engenharia Operacional, utilizando georreferenciamento, modelagem e inteligência artificial para superar os desafios do saneamento em regiões de complexa lógica urbana.

​”Estamos falando do que há de mais vanguarda em termos de gestão. É algo do que existe de mais moderno tecnologicamente”, afirmou Fernández, que é engenheiro civil especializado em hidráulica e saneamento.

Tecnologia e Eficiência 24 Horas

Controlada pela Aegea Saneamento, a Águas do Rio opera desde 2021 a distribuição de água e esgotamento sanitário de 27 dos 92 municípios do estado, incluindo 124 bairros da capital. Com cerca de 8 mil funcionários, dos quais 4 mil 500 são moradores que atuam em comunidades pobres, além de 200 engenheiros, a empresa atende a cerca de 10 milhões de pessoas. 

​O diretor executivo da Águas do Rio e responsável pelo COI, o engenheiro químico Diógenes Lyra, detalhou a operação da unidade, que funciona como o “cérebro” da concessionária. O centro monitora ininterruptamente a prestação de serviços para 10 milhões de habitantes em 27 municípios. Por meio de um enorme painel que concentra dados inteligentes, o COI recebe alertas se houver qualquer problema nos serviços da companhia. 

Além de empregar 700 câmeras, o sistema conta com acesso às 2.600 câmeras da Prefeitura do Rio e está integrado ao Centro de Operações Rio e ao Centro Integrado de Comando e Controle de Segurança Pública. Um Big Brother a serviço da distribuição de água.

O COI opera com uma equipe dedicada de 300 pessoas em turnos de 24 horas. A unidade controla toda a distribuição de água, tratamento de esgoto e serviços domiciliares, além de monitorar em tempo real 11 mil serviços feitos por 2.600 equipes em campo e os ativos da empresa. 

A operação gerencia a distribuição de aproximadamente 3 bilhões de litros de água por dia (35 mil litros por segundo). Segundo Lyra, o uso dessas ferramentas permite um tempo de resposta a incidentes significativamente menor do que em processos convencionais.

Com o apoio de uma startup israelense, que emprega um satélite a 600 quilômetros da Terra, a empresa consegue hoje monitorar até a rede subterrânea de águas, reduzindo os vazamentos. Toda a rede tem 18 mil quilômetros de canalização. A empresa tem um programa de combate às perdas e ligações clandestinas com sistema inteligente. Em cinco anos, passou de 65% para 50% de perdas e tem a meta de chegar a 25% em 2033.

​Embora o COI faça parte da concessão desde o início, em novembro de 2021, foi ao final de 2022 que a unidade consolidou sua infraestrutura tecnológica atual, após um ano de investimentos em logística e importação de equipamentos de ponta.

​Para o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, o modelo de monitoramento da Águas do Rio serve de inspiração para outros órgãos de gestão. Ele enfatizou que o Conselho também deve avançar na utilização dessas tecnologias: “Onde tem tecnologia, tem que ter CREA”.

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