Eu sou

Miguel Alvarenga Fernández y Fernández

Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro onde exerço, desde 2024, o meu maior compromisso: defender e valorizar os engenheiros, agrônomos e geólogos do estado com dedicação e transparência.

Desde então, escrevo uma história de

transformação e grandes iniciativas

aos profissionais do setor.

Uma das iniciativas mais marcantes promovida na gestão foi o CREA Aqui, o maior evento do setor das engenharias do Rio dedicado à troca de conhecimentos, diálogo com inovação, sustentabilidade e transformação digital, e fortalecimento de parcerias entre profissionais, estudantes, empresas e instituições.

Na defesa do setor, priorizamos ações concretas: criamos equipes de fiscalização especializada que ampliaram significativamente a presença do CREA-RJ em todo o estado, protagonizamos audiências públicas e firmamos parcerias inéditas com outros conselhos de classe na busca pelo fortalecimento do exercício regular da profissão. Atuamos fortemente junto ao Legislativo, acompanhando e apresentando projetos de lei que valorizam os profissionais e protegem os direitos da categoria e implantamos o novo Sistema Integrado, substituindo uma plataforma com quase 20 anos de defasagem.

Mas falar sobre quem somos é muito mais do que responder a uma simples pergunta, é dissertar talvez sobre uma das maiores

questões filosóficas da humanidade.

E fazer esse exercício aos 40 anos de idade, avaliando minha trajetória pessoal e profissional, chega a ser até uma interessante análise de perspectiva de vida. Eu nasci no Rio de Janeiro, capital, em 28 de janeiro de 1983. Sou o irmão do meio de três filhos. O Alvarenga vem da minha família por parte de mãe que é tipicamente brasileira, de Minas Gerais. Já o Fernández y Fernández vem por parte de pai que é de origem espanhola da província da Galícia.

No Colégio Santo Inácio, onde me formei no ensino médio e fundamental, descobri minha aptidão para as ciências exatas, com destaque para a matemática.

Na época do vestibular, optei pela engenharia civil, decisão influenciada principalmente pelo meu pai, que também é engenheiro civil. Apesar de me matricular na UNICAMP, escolhi a UFRJ. Os motivos foram diversos, mas os principais foram ficar no Rio, a Escola de Engenharia da UFRJ ser uma das melhores do Brasil e a forte campanha do meu pai para que eu estudasse na mesma faculdade que ele.

FORMAÇÃO

Em 2001 ingressei na UFRJ, um ano conturbado com greve de quase seis meses. Durante a paralisação, eu e amigos do colégio começamos a dar aulas particulares de matemática e física para pequenos grupos, e aos 18 anos descobri minha paixão por lecionar. No segundo semestre daquele ano, entrei como monitor voluntário de matemática no curso InVest, onde fiquei até 2006, uma das experiências mais maravilhosas e transformadoras que tive.

Em 2004, no final do ciclo básico, o Campus do Fundão viveu um período de violência por omissão de policiamento. Neste período, ajudei a organizar a manifestação e representei o grupo perante a universidade e a imprensa, o que gerou ampla repercussão na mídia, resultando no aumento do policiamento e na prisão do grupo de sequestros relâmpagos.

POR ONDE ANDEI…

Durante minha trajetória na engenharia tive a oportunidade de trabalhar ao lado do meu pai.

Foram quase quatro anos em que me dediquei à gestão e vivi um período de grande aprendizado, feito de desafios, responsabilidade e muito crescimento pessoal e profissional em projetos de engenharia sanitária.

Essa convivência moldou minha trajetória de maneira profunda, porque foi ali que amadureci ainda mais minha visão sobre a engenharia, sobre a importância da organização e sobre o valor do trabalho feito com seriedade, compromisso e respeito.

Em 2009 a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) abriu concurso para contratação de novos engenheiros. Fui aprovado em segundo lugar, e em janeiro de 2010 ingressei como engenheiro da CEDAE onde trabalhei na gerência de projetos técnicos até julho de 2015 elaborando e analisando diversos projetos básicos e executivos hidráulicos para todo o estado do Rio de Janeiro. Logo depois, no final do ano, participei do concurso público para professor do curso de Engenharia Civil do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ), função que desempenho até hoje. Em virtude de ter retornado a academia, senti necessidade de me aprofundar em minha formação.

Concluí o mestrado em Engenharia Urbana na UFRJ em 2019, defendendo uma dissertação sobre uma proposta para abastecimento de água para a região Leste da Baia de Guanabara (Túnel Taquaril). Esta solução encontra-se na pauta do Governo do Estado como uma das principais alternativas para resolver a questão de disponibilidade hídrica da região. Atualmente estou cursando o doutorado em Engenharia Ambiental, também na UFRJ.

FAMÍLIA

Em 2016, aos 33 anos, fiz uma peregrinação que teve significativo impacto em minha vida, mas principalmente sobre as perspectivas e forma como lido com ela. Eu fiz o Caminho de Santiago de Compostela, a rota Francesa. Foi uma jornada longa, intensa e que me moldou profundamente. Logo após o retorno conheci minha atual esposa, Rafaela, com quem me casei em 2018. Do fruto desse casamento nasceram minha filha Antônia, em 2019, e meu filho Vicente, em 2021.

Como profissional me dedico ao desenvolvimento do setor de saneamento.

Fui diretor por dois mandatos da Associação dos Empregados da CEDAE (ASEAC) participando da organização da feira de Saneamento da Companhia. Na Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) desde 2011 ocupei diversos cargos na direção da entidade com destaque para diretor nacional do programa Jovens Profissionais do Saneamento – JPS (2014-16), representante no Colégio Nacional de Entidades do CONFEA (2018-19 e 2021-22) e presidente da seção estadual do Rio de Janeiro – ABES-Rio (2019-23).

A frente da ABES-Rio tive a oportunidade de liderar diversas ações e projetos como: cursos técnicos, inserções na imprensa, webinars, Monitoramento do coronavírus pelos esgotos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, editar livros técnicos, reformar a sede da entidade e criar o principal evento do estado sobre saneamento e meio ambiente (SANEA Rio).

Em 2023, venci as eleições para a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) e, como podem ver no vídeo ao lado, a vitória foi muito comemorada pelos nossos parceiros e apoiadores que somaram conosco neste projeto de transformação do Conselho. Em janeiro de 2024, assumi o CREA-RJ, com o compromisso de modernizar a instituição e valorizar ainda mais os profissionais das engenharias, agronomia e geociências.

Desde então, temos ampliado o diálogo com a sociedade e as categorias, por meio de programas como o CREA AQUI, intensificado as ações de fiscalização em grandes obras e eventos, e firmado parcerias estratégicas para promover a segurança, a transparência e o reconhecimento da engenharia no nosso estado.