Presidente do CREA-RJ reforça a importância da Engenharia para prevenir desastres causados pelas fortes chuvas

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Em entrevista ao vivo ao SBT Rio 2ª Edição, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), engenheiro civil Miguel Fernández, falou sobre o cenário dos temporais enfrentados durante o verão na cidade.

“A gente sabe da recorrência dos eventos climáticos intensos, com as chuvas intensas em destaque, e do risco que isso representa para as nossas infraestruturas urbanas. Infelizmente é algo que se repete ano após ano, e é fundamental que tenhamos estratégias que envolvem o Poder Público aliadas aos cuidados tomados pela sociedade.”

O presidente do CREA-RJ destacou medidas para se adotar a fim de diminuir o impacto das chuvas e desastres causados por ela na vida das pessoas.

“Uma das vertentes mais preocupantes é o risco das moradias irregulares em encostas. O Poder Público precisa levar soluções de Engenharia para resolver o problema, e também criar projetos de habitação popular para que a população não fique nesses locais mais afetados. Infelizmente essa é uma estratégia que muitas vezes não vemos acontecer dentro de toda a discussão.”

No mês de dezembro, a cidade de Petrópolis foi atingida por fortes chuvas, causando estragos durante as enchentes. Uma das vítimas foi Mauro de Oliveira França, servidor público de 68 anos que teve seu corpo encontrado após cinco dias desaparecido no meio do temporal. 

Miguel Fernández lamentou o ocorrido, e trouxe o panorama recente das chuvas e seus estragos, principalmente na Região Serrana do Rio. 

“É uma tragédia recorrente, e sabemos do histórico, ainda mais se pegarmos a última década. Há vários exemplos de situações como essa levando a óbitos, além de todo o estrago estrutural na cidade. Mas não existe um prejuízo maior do que a perda de vidas. Anos atrás, em 2022, tivemos também na cidade de Petrópolis um deslizamento que vitimou 300 pessoas. E, em 2011, ocorreu uma tragédia ainda maior, que pegou outras regiões como Friburgo e Teresópolis.”

Ao falar sobre as possíveis soluções, Miguel reforçou a necessidade de obras e a atuação da Engenharia no combate às chuvas.

“Existem projetos de infraestrutura para resolver esses problemas. Petrópolis é uma cidade que teve muita canalização dos rios, modificando seus leitos. Com isso, é necessário que a Engenharia entre em ação. Eu dou o exemplo, aqui no Rio de Janeiro, dos piscinões da Praça da Bandeira, uma grande obra de Engenharia que resolveu um grande problema de alagamento que era recorrente. Hoje já são dez anos sem qualquer impacto significativo na região pelas chuvas. Então precisamos entender que esse tipo de investimento, que salva vidas, é o mais importante”.

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